Os filhotes de Welsh Corgi Pembroke adoram brincar usando a boca. Durante as brincadeiras, é comum morder mãos, pés, roupas e objetos. Esse comportamento faz parte do desenvolvimento normal, mas precisa ser direcionado desde cedo para evitar que continue na vida adulta.
A boa notícia é que, com paciência e consistência, é possível ensinar o Corgi a brincar de maneira gentil.
Neste artigo, você aprenderá por que os filhotes mordem, quando isso é esperado e como incentivar brincadeiras mais adequadas.
Por que os filhotes mordem?
Morder faz parte do comportamento natural dos cães.
Os filhotes utilizam a boca para:
explorar o ambiente;
brincar;
aliviar o desconforto da troca de dentes;
interagir com irmãos e tutores;
conhecer novos objetos.
O objetivo não é eliminar esse comportamento, mas ensinar quais objetos podem ser mordidos.
O Corgi morde mais do que outras raças?
Não necessariamente.
Por ser uma raça inteligente, ativa e originalmente desenvolvida para conduzir rebanhos, o Corgi costuma gostar bastante de brincadeiras interativas.
Além disso, durante a troca de dentes, é natural que procure objetos para mastigar.
Com orientação adequada, esse comportamento tende a diminuir com o crescimento.
Nunca incentive mordidas nas mãos
Embora pareça divertido quando o filhote é pequeno, permitir que ele morda mãos ou pés durante as brincadeiras pode gerar confusão.
O ideal é utilizar sempre um brinquedo como intermediário.
Assim, o cão aprende que brinquedos são feitos para morder, e pessoas não.
Ofereça brinquedos apropriados
Tenha diferentes opções disponíveis.
Entre elas:
mordedores próprios para cães;
brinquedos de borracha resistente;
cordas para brincadeiras;
brinquedos recheáveis;
brinquedos próprios para filhotes.
Alternar os brinquedos também ajuda a manter o interesse.
Interrompa a brincadeira quando a mordida ficar forte
Se durante a brincadeira o filhote morder com força:
interrompa imediatamente a interação;
levante-se ou afaste-se por alguns segundos;
retome a brincadeira quando ele estiver calmo.
Com o tempo, o Corgi entende que mordidas fortes fazem a diversão terminar.
Recompense as brincadeiras corretas
Sempre que o Corgi brincar utilizando apenas o brinquedo, faça elogios e continue a interação.
O reforço positivo ajuda o cão a repetir os comportamentos desejados.
Evite punições físicas
Gritar, bater ou segurar o focinho do filhote não ensina o comportamento esperado.
Além de prejudicar a confiança entre tutor e cão, essas atitudes podem aumentar o medo ou a insegurança.
Métodos baseados em reforço positivo costumam produzir resultados mais consistentes.
A troca de dentes influencia?
Sim.
Entre aproximadamente três e seis meses de idade, o filhote passa pela troca dos dentes.
Nesse período, é comum apresentar maior necessidade de mastigar.
Oferecer mordedores apropriados ajuda a aliviar esse desconforto.
Exercícios ajudam?
Sim.
Filhotes com energia acumulada costumam brincar de maneira mais intensa.
Passeios adequados para a idade, brincadeiras, enriquecimento ambiental e treinamento ajudam a reduzir esse excesso de energia.
Quando devo me preocupar?
Procure orientação profissional se:
as mordidas forem acompanhadas de agressividade;
houver tentativa de ferir pessoas;
o comportamento piorar progressivamente;
o cão apresentar outros sinais de alteração comportamental.
Na maioria dos filhotes, porém, as mordidas fazem parte do desenvolvimento normal.
Existe comprovação científica?
Sim.
Estudos em comportamento animal mostram que o reforço positivo, a interrupção controlada das brincadeiras e o redirecionamento para brinquedos apropriados são estratégias eficazes para ensinar a inibição da mordida.
Esses métodos respeitam o bem-estar do cão e favorecem um aprendizado consistente.
Como fazemos no NEWBERY Kennel?
No NEWBERY Kennel, os filhotes crescem convivendo com irmãos de ninhada e recebem estímulos adequados para o desenvolvimento comportamental. Também orientamos as novas famílias a utilizar brinquedos apropriados e evitar brincadeiras que incentivem mordidas nas mãos.
Esse manejo simples costuma facilitar muito a educação do filhote durante os primeiros meses de vida.
Conclusão
Morder faz parte do crescimento de qualquer filhote, inclusive do Corgi.
Com brinquedos adequados, reforço positivo e uma rotina consistente, o tutor consegue ensinar rapidamente quais comportamentos são aceitáveis.
A paciência durante essa fase faz toda a diferença para formar um cão educado e equilibrado.
Perguntas Frequentes
É normal um filhote de Corgi morder?
Sim. Morder é um comportamento natural durante o desenvolvimento e a troca de dentes.
Quando as mordidas diminuem?
Na maioria dos cães, elas reduzem gradualmente após o término da troca de dentes, especialmente quando recebem orientação adequada.
Posso brincar de luta com meu Corgi?
É melhor utilizar brinquedos como intermediários para evitar que o filhote associe mãos e pés às brincadeiras.
Mordedores ajudam?
Sim. Mordedores apropriados aliviam o desconforto da troca de dentes e direcionam a necessidade de mastigar.
Devo brigar quando ele morde?
Não. O ideal é interromper a brincadeira, redirecionar para um brinquedo e recompensar os comportamentos corretos.
Diário NEWBERY
Uma das dúvidas mais frequentes que recebemos de novos tutores é: "Meu filhote não para de morder, isso é normal?". Na grande maioria dos casos, sim. O segredo é oferecer alternativas corretas desde o início. Filhotes aprendem muito rápido quando a família é consistente e utiliza brinquedos adequados durante as brincadeiras.
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Sobre o autor
Dr. Pedro Henrique Newbery Chineze é Médico-Veterinário, fundador do NEWBERY Kennel, presidente do Kennel Club de Londrina e coordenador do Departamento Paranaense do Welsh Corgi Pembroke.
Há anos dedica-se à criação responsável da raça, acompanhando o desenvolvimento dos filhotes desde o nascimento e orientando famílias sobre saúde, comportamento e bem-estar. O NEWBERY Kennel foi reconhecido como o melhor criador de Welsh Corgi Pembroke do Brasil e conquistou, em 2025, o 7º lugar entre todos os criadores de todas as raças do país, resultado do compromisso com excelência genética, temperamento e qualidade de vida.